sábado, 11 de outubro de 2008
A bela cor do Regato
Guardei minhas canções no exílio
Deixei meus desejos num raso barco ancorado as margens de teus labios
(sempre a espera de um marinheiro, que por ti, irá cruzar um bravio mar )
Ah, sonho em bem de perto fazer-te ouvir minhas juras de amor,
que agora tristes, gritam no rouco silêncio,
procurando teu cais para atracar
E quando escutares o bater de minhas águas, saiba que chego
então farei dos píncaros da noite, o fervor da alvorada
(e sentirás, sobre a pele, aquecer a ultima garoa...)
então o mais belo de tudo acontece ..
quando tua alma amanhece,
(livre parar abrir as portas de teu ninho, alegre para cantar)
e assim navego por teus olhos,
verdes como a ramaria
belos como a aurora
(e a alma, a singrar a toa)
amo por ti,
pois vejo em cada sorriso uma razão de poesia
em cada olhar uma unica harmonia
Me leva cada verso que me vai ao pensamento
da noite enluarada, a paixão que me alteia
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